INDICAÇÃO DE LEITURA: dEUSES FALSOS – TIMOTHY KELLER

No mundo, existem mais ídolos que realidades.

FRIEDRICH NIETZSCHE

Timothy Keller nasceu e cresceu na Pensilvânia e estudou na Bucknell University, no Gordon-Conwell Theological Seminary e no Westminster Theological Seminary. Por muitos anos, foi pastor da Redeemer Presbyterian Church, em Manhatan, igreja que fundou em 1989 com a esposa, Katyh, e seus três filhos. É autor best-seller do New York Times e escreveu vários livros, entre eles, Deus Falsos.

Deuses falsos é um dos livros que os cristãos deveriam ler e tê-lo sempre como um livro de cabeceira para reler. É um dos melhores livros que trata sobre a idolatria que há no meio evangélico. Não tenha dúvidas. Keller é um escritor muito habilidoso e a forma como conduziu cada história é envolvente e esclarecedora.

O autor nos mostra, de várias formas e com com exemplos verdadeiros no dia a dia, que o nosso coração é uma fábrica de ídolos; sim, é e temos como dever removê-lo diariamente de nossas vidas:

“Cada cultura é dominada por um conjunto próprio de ídolos. Cada uma tem seu “sacerdócio”, seus totens e rituais. Cada uma tem seus santuários – sejam torres de escritórios, sejam spas e academias de ginásticas, sejam estúdios, sejam estádios – onde sacrifícios devem ser oferecidos com o intuito de alcançar as bençãos de uma boa vida e evitar desastres” (p. 14).

Quando vem à nossa mente a palavra idolatria, é natural pensarmos em um bezerro de ouro, nos deuses da Grécia antiga, nos da Índia e até mesmo as esculturas de “santos” da igreja católica. Esses são apenas os exteriores, os visíveis, muitos esquecem dos ídolos que o nosso próprio coração produz.

O livro é dividido em sete capítulos que tratam de diferentes formas de idolatria:

CAPÍTULO UM – TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS

Nesse capítulo, o autor trata da ânsia do ser humano em querer realizar todos os sonhos que têm no coração. Não há nada de errado em lutar para cumprir determinados objetivos, mas há certos tipos de sonhos e desejos que não estão de acordo com a vontade do Criador ou simplesmente pode não ser a hora certa para realizá-los, pois podem transformarem-se em verdadeiros desastres. Ele usa, magistralmente, a história do patriarca Abraão para exemplificar essa verdade; ainda não havia escutado ou lido alguém falar da história do pai da fé por um ângulo tão diferente do que se é dito por aí. Vale muito a pena!

CAPÍTULO DOIS – O AMOR NÃO É TUDO O QUE VOCÊ PRECISA

Claro, aqui está a correção do seu parágrafo:

Ele relata como nós, muitas vezes por causa da carência, podemos nos tornar escravos do amor de outras pessoas, não somente pelo amor Eros, mas de todos os tipos de amor. É fácil esquecermos que Cristo nos ama de forma incondicional e que, enquanto não nos lembrarmos dessa verdade, bastará um pequeno passo para sermos dependentes do amor de alguém. Para exemplificar, Keller conta a história do trio formado por Jacó, Raquel e Lia. Quantas verdades nessa história.

CAPÍTULO TRÊS – O DINHEIRO MUDA TUDO

O autor utiliza de uma citação, ainda hoje atualíssima, de Friedrich Nietzsche, onde declrou que com a ausência crescente de Deus na cultura ocidental, haveríamos de substituí-lo pelo dinheiro. Nesse capítulo ele nos mostra em como o dinheiro tem o poder capaz de seduzir até os que se consideram mais humildes. Tem como base o personagem Zaqueu, que era um cobrador de impostos e marginalizado pela sociedade; em como a ambição o fez odiado por todos e como o arrependimento o fez admirado por todos também.

CAPÍTULO QUATRO – A SEDUÇÃO DO SUCESSO

Keller começa o capítulo com uma declaração da cantora Madona, do qual ela justifica o amor que tem pelo sucesso: para ela, é como uma droga que lhe dá um senso de importância e dignidade. Mas a euforia logo acaba e a faz repetir a dose. Muitas pessoas, inclusive no mundo cristão, anseiam em fazer muito sucesso, serem conhecidos no meio “gospel” e esquecem do que João Batista diz:

É necessário que Ele cresça e que eu diminua.

João 3:30

Naamã é o personagem usado pelo autor para exemplificar que o sucesso não é o suficiente na nossa vida. É muito lindo.

CAPÍTULO CINCO – O PODER E A GLÓRIA

“Quando o amor por seu povo se torna um absoluto, ele se converte em racismo. Quando o amor à igualdade se torna algo supremo, isso pode resultar em ódio e violência contra qualquer um que tenha uma vida privilegiada. É a tendência consolidada nas sociedades humanas em transformar boas causas políticas em deuses falsos” (p.112).

É perceptível que pelo amor ao poder muitas pessoas podem fazer loucuras para estar sempre no topo. E o pior de tudo é que ainda pensam que estão fazendo o bem para humanidade quando não medem escrúpulos para chegarem lá. A política é o seu deus; o rei Nabucodonosor é um exemplo de um rei déspota e que teve uma lição de humildade.

CAPÍTULO SEIS – OS ÍDOLOS OCULTOS EM NOSSA VIDA

Nesse capítulo, o autor passa a analisar outros ídolos que são menos perceptíveis, mas que fazem parte da nossa cultura e sociedade: o deus do lucro, ídolos em nossa cultura, em nossa religião e para concluir, fala sobre Jonas: relata sobre o desejo de Jonas em ter um êxito ministerial, como se fosse algo mais importante que obedecer a Deus. Ele colocava os interesses nacionais de Israel acima dessa mesma obediência.

CAPÍTULO SETE- O FIM DOS DEUSES FALSO

Keller termina o livro com uma conclusão certeira: os ídolos não podem ser simplesmente removidos, mas sim, substituídos. Se tentarmos erradicá-los, eles podem voltar a crescer e teremos, então, que colocar outra coisa no lugar: que seja o próprio Deus em verdadeiro encontro que vivifica a nossa alma.

O livro é de fácil leitura e compreensão e nos faz enxergar certos personagens da Bíblia como verdadeiramente são, são um dos detalhes que mais gostei na narrativa. Nos faz pensar sobre quem realmente são os nossos verdadeiros ídolos.

Leia!


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