JESUS, O DEUS-HOMEM

Lidar com os porquês da vida não é exclusividade da nossa geração. Imagine como deve ter sido no Israel do primeiro século da Era Cristã, quando um rabino revolucionário veio da Galileia. Jesus fez e disse algumas coisas radicais que despertaram desconfiança e geraram questionamentos. Jesus foi inspirador, poderoso e desconcertante. Em essência, Ele gerou uma crise dentro da comunidade judaica. Por quê? porque Ele desfez comportamentos e práticas que estavam enraizados no povo judeu desde o estabelecimento da Lei de Moisés.

Considere a cena:

Jesus estava pregando em uma casa lotada, em Cafarnaum, quando de repente o teto se abre sobre as cabeças de todos. O céu azul apareceu no lugar onde antes se via o teto, e uma maca com um homem paralítico foi baixada para dentro da casa. Jesus respondeu à fé daqueles homens que tomaram medidas extremas para levar o amigo até o Senhor, dizendo: “Filho, os seus pecados estão perdoados” (Marcos 2:5).

Imagine-se como um dos quatro amigos desse paralítico. Você literalmente ergueu aquele peso, danificou o telhado da residência de outra pessoa. Apresentou seu amigo a Jesus, obviamente na expectativa de que o Senhor o curasse. As palavras “seus pecados estão perdoados”, não são bem o que você esperava – ou queria – ouvir.

Mas, as consequências das palavras de Jesus vão além da compreensível decepção daqueles amigos. Essa declaração incitou os escribas (geralmente chamados de doutores da lei nos evangelhos) a fazerem uma pergunta importante que atinge exatamente a questão da identidade de Jesus:

O que está dizendo? Isso é blasfêmia! Somente Deus pode perdoar pecados! (v.7)

Eles pensavam que Jesus não era qualificado para fazer o que acabara de fazer: oferecer perdão de pecados. Esses mestres estudavam as escrituras Sagradas diligentemente e criam firmemente que apenas Deus pode perdoar e absolver os pecados. A pergunta era: “Quem Ele pensa que é?”. Se o Mestre estava reivindicando autoridade para fazer o que apenas Deus pode realizar, Ele deveria ser culpado por Blasfêmia visto que eles estavam convencidos de que Jesus não poderia ser Deis. A afirmação de ser Deus era um crime de morte por apedrejamento. De fato, quem Ele pensa que é?

Jesus respondeu à pergunta deles realizando algo visível para validar Seu poder de fazer algo invisível. Nenhum ser humano tem poder para perdoar pecados, tampouco um simples ser humano será capaz de curar um paralítico, apenas lhe falando. Jesus ressalta esse fato enfatizando o óbvio. A reivindicação de absolvição de pecados é algo que não pode ser comprovado ou validado empiricamente. É muito mais fácil “dizer” que os pecados do homem estão perdoados. É muito mais difícil dizer “levante-se e ande” com a expectativa de que um paralítico, de repente e miraculosamente, seja curado. Isso acontecerá ou não. Ou Jesus tem a autoridade que Ele reivindica, ou não a tem.

Então, Jesus demonstra a Sua autoridade para fazer isso (perdoar) realizando aquilo (curar). O Mestre convida o paralítico a se levantar e andar – e este o faz! Essa prova visível foi a confirmação da reivindicação invisível de que Jesus, assim como Seu Pai, perdoa pecados.

Jesus veio nos perdoar para revelar o coração do Pai que perdoa completa e livremente – e Jesus exibiu de forma palpável esse coração perdoador entregando-se na cruz por nós. Esta é uma boa notícia! Quem, dentre nós, nunca lutou sob o peso de falhas, erros e pecados?

A culpa e a vergonha são realidades tão poderosas em nosso mundo, que o verdadeiro perdão parece impossível. Diante de tamanho obstáculo, encontramos o Deus que deseja nos perdoar – quebrar as correntes da nossa culpa e nos libertar da vergonha e escravidão dos nossos fracassos.

O resgate que Jesus proporcionou por meio de sua morte e ressureição torna o perdão possível, e esse perdão que Ele ofereceu ao paralítico era uma antecipação à obra de resgaste definitiva que Jesus veio para conquistar na cruz.

Independentemente da sua situação, Jesus o direciona para o Pai maior e melhor do que qualquer um nessa vida, o seu próprio Pai. Aprendemos com Jesus que o coração do nosso Pai para conosco é muito melhor do que poderíamos imaginar.


Extraído e adaptado do livreto O Salvador polêmico, por Bill Crowder, da série Descobrindo a Palavra 2018 Ministério Pão Diário.



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Jesus carregando uma cruz em uma subida com um ceú alaranjado.

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