Sam Allberry, conferencista internacional e autor de diversos livros, auxilia no esclarecimento, em momento muito oportuno, um assunto que tem dominado todas as mídias atualmente: o homossexualismo.
Presenciamos muitas pessoas se autodeclarando homossexuais, bissexuais etc.; o cinema, gibis, séries e outros meios de comunicação têm incluído cada vez mais personagens que se identificam dessa forma. Eles anseiam para que todas as pessoas aceitem este tipo de conduta e vejam como algo perfeitamente comum. Até mesmo em muitas igrejas já é considerado aceitável membros homossexuais pois “Deus aceita a todos”.
Alberry, valendo-se de sua própria experiência, auxilia o leitor a saber mais sobre o que a Bíblia realmente diz.
Para responder à pergunta que dá título ao livro, o autor inicia, no capítulo um, reiterando que o sexo e o casamento foram planejados por Deus como um dos sinais de sua bondade. Ao criar homem e mulher, Deus os fez iguais referentes à matéria, mas diferentes em relação ao gênero para levarem a uma profunda união sexual entre eles dentro do casamento. Gênero é algo criado por Deus desde o princípio e é graças a ele que existe o casamento, ou seja, não haveria união sem as diferenças sexuais entre o homem e a mulher. O matrimônio é destinado a refletir algo da natureza de Deus; quando Deus fala que é o único (‘ehad) Senhor (Dt 6:4), é o mesmo termo utilizado para descrever a união do homem e da mulher dentro do matrimônio: “Eles se tornam uma só carne”. Dois homens e duas mulheres não podem se tornar uma só (‘ehad) carne. O casamento heterossexual reflete o casamento de Cristo com o seu povo.
No capítulo dois, o autor faz uma observação interessante: a homossexualidade não é um tema rotineiro na Bíblia, mas quando fala a respeito é muito clara. A primeira vez que menciona o termo é no livro de Gênesis (19:4-5), na narrativa fica claro que Deus não aprova a conduta daquele povo em relação à imoralidade sexual, mas Deus não o condenou apenas por isso: mas também pela opressão, adultério, mentira, estímulo ao crime, arrogância, complacência e indiferença com os pobres.
Os cristãos que querem falar sobre a fé cristã aos amigos homossexuais têm que ter em mente que este não é o principal elemento e nem mesmo o único que precisa ser explanado, mas tudo que está nas escrituras. Em Levítico 18 e 20, o autor esclarece que a condenação dos atos com pessoas do mesmo sexo é clara e nada tem a ver com a prostituição cultual, como dizem alguns. E que no mesmo livro também é considerado como abominação outros pecados sexuais desta maneira. Em Romanos 1:18-32, Paulo fala de duas verdades importantes nestes versículos: a) a homossexualidade não é normal, o autor ressalta que Paulo descreve de forma bem clara que o comportamento homossexual masculino e feminino como “contrário à natureza” e que todos temos desejos pecaminosos distorcidos de nossa natureza caída e, este desejo reflete como o pecado nos distorceu e não como nos criou, seja homossexual ou heterossexual, é uma verdade para ambos; b) a homossexualidade é um sinal do juízo divino: em Romanos 1:18a, Paulo escreve que “a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos seres humanos”. Uma das formas do juízo de Deus com todos é entregá-los aos próprios desejos e paixões.
O apóstolo fornece uma lista de comportamentos antissociais como sendo juízo divino, ou seja, não é somente o homossexualismo. Em I Coríntios 6:9-10, Paulo descreve diferentes tipos de pessoas que serão excluídas do Reino de Deus, o autor explica dois termos na passagem que se refere a pecados sexuais e dois deles somente para o pecado homossexual: os termos relativos a estas descrições é o malakoi, que são as formas gerais de pecado sexual e o outro é o Arsenokoitai, o termo geral para o ato sexual com alguém do mesmo sexo. Sam deixa claro que o pecado homossexual é sério e quem prega o contrário está levando pessoas para o inferno.
O autor também esclarece que não devemos julgar que este pecado é o maior que se possa praticar. Quem é fiel ao que Deus diz, também condena o roubo, a ganância, a injuria etc.; mais adiante, o autor nos lembra que este pecado não é imperdoável e para quem deseja ser transformado, é possível que o seja por Deus. De acordo I Timoteo 1:9-10, Deus se opõe a toda a atividade sexual fora do casamento entre pessoas de sexo diferente, ou seja, condena qualquer tipo de imoralidade sexual.
No capítulo 3, Sam aborda a maneira que o cristão deve agir se sentir atração sexual por pessoa do mesmo gênero: ele pode orar, pensar o que esta atração pode significar (tais sentimentos não o desqualifica e nem o define) e procurar apoio em quem confia. Ele coloca em discussão que se Deus pode mudar os desejos sexuais ilícitos em alguém e é sincero, em afirmar, que não sabe e que existe casos e casos (exemplifica uns), mas algo é certo: quando tivermos a plenitude da salvação tudo isso estará no passado.
O autor faz um levantamento interessante: cristãos que sentem atração por pessoas do mesmo sexo podem optar pelo celibato? Sam acredita que sim, desde que siga o que a Bíblia diz: que se abstenham de toda atividade sexual. Ele ressalta que a castidade e o celibato não são temas comuns na maioria das igrejas, mas que são inteiramente bíblicos. No livro, ele cita vantagens e desvantagens que o celibato traz, pois, assim como no casamento, na solteirice também há desafios. Logo após, o autor discorre das principais lutas que o cristão homossexual enfrenta e um consolo: que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28).
No capítulo 4, Sam destaca a importância da igreja para pessoas que lutam contra esta prática. Aconselha aos membros em como reagir se um casal homossexual adentrar a igreja e decidirem ficar. Ele aconselha a não confrontá-los de imediato, pois primeiramente devem conhecer Jesus e sua graça salvadora para depois ir tratando determinados temas. Inclusive a homossexualidade.
O autor cita algumas ações que a igreja pode fazer para apoiar os cristãos nessa questão: facilitar a conversa obre o assunto; honrar o celibato; lembrar-se que a igreja é uma família; lidar com modelos bíblicos de masculinidade e feminilidade em lugar de estereótipos culturais e fornecer apoio pastoral.
Sam conclui o livro afirmando que Jesus é o pão da vida e que está disposto a ser este pão para quem quer se alimentar espiritualmente.
O livro foi escrito de forma objetiva e clara sendo interessante para os cristãos de uma forma geral, líderes, discípulos, estudantes da área cristã e que sentem dificuldades em entender o assunto à luz das Escrituras.
Sam, em alguns assuntos abordados, acrescenta algumas pequenas experiências como exemplos, mas não pauta sua abordagem em suas experiências, mas no que diz a Bíblia. O autor tem o compromisso com a verdade mesmo sabendo que os argumentos utilizados possam ofender quem os leiam…inclusive a ele próprio. Mesmo diante de tantos confrontos, o faz tendo o compromisso com a Palavra de Deus.
Em cada final de capítulo o autor “fecha” com perguntas ou situações que muitos de nós fazemos, mas que dificilmente sabemos responder ou nos comportar.
Os temas abordados são pertinentes e traz à tona a urgente chamada da igreja para saber lidar, compreender e amar quem precisa se libertar do homossexualismo. Portanto, esta obra pode ser considerada como um despertamento em um contexto em que muitos estão encerrados em seus próprios pensamentos a respeito, sem levar em conta o que as Escrituras dizem. É um despertamento de uma espiritualidade que está sendo negligenciada.

Deixe um comentário.