O mensageiro do Rei
Quero apresentar aqui um dos maiores homens do mundo. Esse homem não se sentiu digno de desatar as correias das sandálias de Jesus, mas acerca dele Jesus disse: “entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João.” (p.11)
Hernandes Dias Lopes, pastor, conferencista e escritor, traz, neste livro, um dos personagens mais icônicos da Bíblia: o precursor do Messias, João Batista. Depois de quatrocentos anos de silêncio, no período intertestamentário, Deus escolhe João Batista, um homem nada convencional, para romper este silêncio.
Atualmente, em que a maioria dos púlpitos estão se transformando em lugares para que o ego humano seja massageado, Hernandes nos presenteia com este livro, com críticas pontuais, fazendo uso do ministério profético de João Batista, estas cenas já recorrentes em nosso meio e traça caminhos para que a mensagem do evangelho seja realmente pregada.
O autor, logo no prefácio e na introdução do livro, faz um desenho magistral de João a partir de um versículo em que Jesus declara que “entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João” (Lucas 7:28). Hernandes cita alguns homens notáveis (outros nem tanto), bíblicos e da era moderna que passaram pela história e deixaram suas marcas (algumas doloridas para a humanidade), mas, ainda assim, dentre os mais ilustres, nenhum foi merecedor deste título.
Ainda na introdução, Hernandes destaca três características que define o ministério do profeta:
- João Batista foi um homem com uma missão: o autor enfatiza que ele não era apenas um eco, mas uma voz que, aliás, todos nós deveríamos ter ao falar de Deus;
- Ele tinha uma mensagem: João não pregava nada que não tivesse contido nas Escrituras. Era fiel ao que Deus dizia e não se importava com a opinião dos outros, mesmo que essas atitudes não o transformasse em um pregador popular;
- Era um homem convicto: possuía a convicção de pregar o arrependimento para a salvação, destacava que o único caminho era Jesus. Pode parecer óbvio para você, mas têm muitos líderes cristãos que pregam outra mensagem.
A impressão que se tem, ao ler o prefácio e a introdução, é que tudo a respeito deste homem já foi dito. O que se podia aprender com este servo do Senhor, o autor já transmitiu e a curiosidade a respeito do que virá nos outros capítulos começa a suscitar. Mas Hernandes realmente destrincha a vida de João e somos presenteados com mais reflexões maravilhosas sobre a vida de retidão deste servo do Senhor.
No capítulo um, há uma breve narrativa do nascimento miraculoso do primo de Jesus, pois Isabel já era de idade avançada e estéril, destacando que, assim como os pais de João, devemos nos entregar por inteiro a oração e que não existe impossíveis para o Senhor. A seguir, o capítulo é subdividido em alguns tópicos que discorre sobre o impacto que o nascimento deste profeta causou não somente aos seus pais, mas à sociedade da época.
No capítulo 2, Hernandes discorre em como a vida da voz que clamou no deserto foi e continua sendo um exemplo para todos nós ao destacar três fatos: João Batista era cheio do Espírito Santo; foi reconhecidamente um homem humilde e se mostrou, de forma obstinada, ser um homem corajoso.
No capítulo 3, o autor fala da morte horrível que teve o profeta, para que o leitor possa entender a motivação do rei Herodes ao assassiná-lo, é descrito um pouco do perfil desse homem que foi um adúltero, sanguinário e faminto por poder.
“Hoje, o nome de Herodes está coberto de vergonha e opróbrio, mas o nome de João Batista ainda inspira milhões de pessoas.” (p.107)
Hernandes faz questão de ressaltar, com a história maravilhosa deste servo de Deus, que a nossa recompensa não está reservada nesta terra, mas no céu. Destaca que João morreu jovem, pobre, sozinho e sem filhos. Mas, ainda assim, foi o maior homem entre os nascidos de mulher porque obedeceu a um gracioso chamado: o de anunciar a encarnação de Jesus para a remissão de pecados.
No capítulo 4, o último, o autor “brinca” com o texto como se o próprio João estivesse falando conosco. Faz um resumo de sua história como se estivesse contando a sua autbiografia a um amigo. No último parágrafo, “João Batista” declara que valeu a pena viver para contemplar Jesus, e que valeu a pena morrer para a glorificá-lo.
Que tenhamos o mesmo pensamento e agir deste notável homem de Deus.
Informações do livro:
- Editora: Hagnos; Português edição (28 janeiro 2021)
- Idioma: Português
- Capa comum: 128 páginas

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