DEUS ESTÁ PERTO

Mulher sentada em frente a janela.

A solidão é uma das piores sensações que podemos experimentar. É um sentimento de separação com o meio que nos cerca, podemos estar rodeados de pessoas e, ainda assim, sentir que estamos sozinhos; muitos podem nos ouvir, mas não nos escutar; estão conosco por um momento, mas logo percebemos que, de fato, não estavam ali e não demonstram uma verdadeira empatia quando mais precisamos e seguem suas vidas, ficam distantes de nós.

Até mesmo os nossos melhores amigos podem manifestar esse tipo de comportamento quando mais necessitamos. Tomemos cuidado para não sermos esse tipo de amigo.

Devemos recordar que Deus não é assim. Ele poderia ter tomado a atitude de permanecer longe de nós, mas não o fez. Aliás, se agisse assim, ainda estaria sendo eternamente justo conosco, pois não merecemos a sua presença e muito menos a sua amizade. Apesar de tudo, ele nos buscou e sempre está perto: em nossa casa, no trabalho, na rua etc. e nos amou a tal que se colocou na nossa pele.

O Verbo se revelou

Verbo é uma classe de palavra gramatical responsável por indicar um fato, um acontecimento, ou seja, algo que se passa com os seres (ou em torno deles) em determinado período. Exprime ação, é a palavra que fez e faz tudo acontecer, é o verbo que tudo cria: “E disse Deus: Haja luz; e houve luz” (Gn 1:3). Jesus, o verbo encarnado, estava no princípio de tudo; sem ele nada pode acontecer ou concretizar, inclusive a nossa salvação.

Para os cristãos protestantes há apenas um único Deus e a Bíblia atesta esta verdade, mas para milhares de pessoas há mais deuses espalhados pelo mundo: deuses gregos, africanos, panteístas etc;. Apenas na religião hinduísta estima-se que há 330 milhões de divindades sendo que este número pode ser maior.

A verdade é que nenhum desses ditos deuses não são capazes de deixar a sua “morada”, descer dos céus e viver como nós vivemos: sentir dor, desespero, fome, cansaço, sono, desprezo e ser tentado em todos os sentidos da palavra. Cristo passou por essas agruras pela humanidade.; ele decidiu “se fazer carne”, desejou estar próximo a nós.

Jesus não é uma criatura elevada ou uma pessoa comum com uma sabedoria superior, mas alguém divino e eterno. O Messias afirmou, de forma veemente, que ele é o caminho, a verdade e a vida (João 14:16); é a ressurreição e a vida, sendo assim, o cristão, mesmo que morra, viverá (João 11:25). Somente ele poderia dizer essas palavras, pois é o único realmente capaz de proporcionar paz e descanso para uma alma estafada e necessitada de salvação.

Deus fez o que ninguém conseguiria fazer: destituiu Cristo de sua glória para se aproximar de suas criaturas, meros seres humanos, tão indignos quanto pecadores. Ele tomou a iniciativa de aproximação, desejou estar junto a nós através do sangue de Jesus Cristo.

A princípio, não o queríamos nem o desejávamos, mas ele se aproximou e não pudemos resistir ao irresistível: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos” (Isaías 53:2).

Deus quebrou a separação

Com a sua proximidade, Cristo salvou e redimiu o seu povo. Estávamos totalmente perdidos, distantes de Deus e do seu pleno amor, mas fomos encontrados e, mais que isso, fomos salvos e desfrutamos, com liberdade, dessa amizade. Temos acesso ao que antes era inacessível porque Deus decidiu se aproximar de nós.

Ele está perto: em nossa dor, solidão e desespero. As dores, que por vezes sentimos, cega o nosso entendimento a tal ponto que pensamos que estamos sozinhos; a aflição nos torna egoístas e incrédulos quando as pessoas se afastam de nós ou quando nos afastamos das pessoas para viver o nosso isolamento.

O que é difícil para muitos entenderem é que quem confia em Deus nunca está sozinho. Deus está conosco em nossa dor e desespero tanto como esteve presente quando fomos salvos e redimidos. Não existe um só lugar em que ele não esteja: mesmo que a escuridão em que nos encontremos seja tão grande e palpável, mesmo que estejamos em um lugar tão profundo e submerso, desesperados, ainda assim, Deus está lá. Ele preenche tudo.

Na angústia, invoquemos a Deus

Quando estamos escondidos em nossa dor, esquecemos tudo ao nosso redor, inclusive de Deus. Em nossa angústia não procuramos nem invocamos a ele. Esperamos demais das pessoas ao nosso: de uma mensagem positiva ou uma palestra motivacional e talvez um afago em nossa aflição, mas de Deus, nem em nossa menor lembrança.

O salmista, no versículo acima, afirma que o Senhor está com todos que clamam por sua presença de forma genuína. Que a nossa voz, ao clamarmos a Deus, seja mais elevada que a nossa dor; mais audível que a nossa murmuração, mais forte que a angústia, maior que a nossa incredulidade, mais sincera em meio a tantas mentiras que contamos para nós mesmos e para o próprio Deus.

Se o Senhor se aproxima quando é invocado, então que a nossa vida seja um autofalante ininterrupto a chamar pelo seu doce nome constantemente.

Não permitamos que Deus nos deixe

A dor pode nos levar para caminhos distantes de Deus se deixamos de buscá-lo. Pode nos levar a rebeldia e destruir nossa comunhão conquistada graças ao sangue de Jesus. Se Deus nos deixar, viveremos o inferno na terra e experimentaremos escuridão quando se faz dia.

Que os momentos espinhosos sejam para que nos aproximemos mais e mais dele e para que experimentemos de seu cuidado e provisão. Precisamos recordar que Jesus passou por uma crucificação, foi o sacrifício vivo e eficaz e experimentou o que nenhum homem experienciou de forma tão violenta: a ira de Deus.

O que passamos aqui, o que experimentamos em termos de dor não se compara ao que Jesus padeceu. Ele sofreu o distanciamento de Deus por alguns momentos e foi doloroso, para que um dia, eu e você, quando se fizesse necessário passarmos por angústia, não sofrêssemos o que Jesus sofreu: a ausência de Deus.

Ela é suficiente em nossas vidas. O consolo de Deus só vem porque ele está perto e um preço foi pago. Apenas desfrute.



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