Política e religião não se discute, e assim a sociedade permanece nas trevas da ignorância.
Augusto Branco
É comum ouvirmos que política e religião não se discute. Será? É proveitoso para que os cristãos estejam informados e conscientes de tudo o que acontece politicamente em seu país. Não há nenhum respaldo nas Escrtituras que apoie que os filhos de Deus tomem uma posição neutra nesse assunto.
Somos chamados a glorificar a Deus em todos as esferas da sociedade, elas precisam, assim como nós, do poder redentivo de Jesus Cristo. Que essa seja uma de nossas missões.
Nesse sentido, separamos 08 livros sobre o tema para aclarar e discernir diversos conceitos que são difundios no meio midiático, mas que nem sempre são conceitos ou informações verdadeiras e precisas.
Espero que seja de grande auxílio.
Economia e Política na Cosmovisão Cristã

Qual deve ser a relação do cristão com o governo? Ele deve evitar todo tipo de associação com o Estado? A causa política deve ser sua tarefa principal neste mundo? A Bíblia teria algo a ensinar sobre a melhor forma de economia que uma nação deve adotar? A relação dos cristãos da igreja primitiva com suas posses apoia uma estrutura comunista de economia?
Wayne Grudem e Barry Asmus demonstram que as Escrituras apresentam princípios orientadores sobre nossa relação com o governo e sobre a melhor forma de economia. Somos desafiados, com base nas Escrituras e em exemplos históricos, a influenciar a política e as leis, contribuindo para a justiça e a paz na sociedade em que vivemos.
Se você deseja entender o que Deus ensina sobre política e economia de acordo com sua revelação nas Escrituras, este é o livro certo! De maneira simples, mas bem fundamentada, os autores o ajudarão a entender a economia e a política na cosmovisão cristã.
Política Segundo a Bíblia

As igrejas devem exercer alguma influência na política? Pastores devem pregar sobre temas políticos? Existe somente um posicionamento “cristão” em relação a questões políticas? A Bíblia traz algum ensinamento a respeito de como as pessoas devem votar?
Se já fez a si mesmo ao menos uma dessas perguntas, não pode deixar de ler este livro! Nele o autor lança mão de três tipos de argumentos para orientar uma visão política de acordo com a Bíblia: argumentos baseados em declarações bíblicas explícitas; argumentos baseados em princípios bíblicos mais amplos e argumentos baseados em uma avaliação de fatos relevantes no mundo de hoje.
Esta obra é uma edição parcial da que o autor publicou em inglês, pois muitos capítulos da obra original tratavam de questões específicas do contexto norte-americano. Sendo assim, fizemos uma seleção dos capítulos fundamentais para que os cristãos de língua portuguesa possam ter uma visão política segundo a Bíblia.
Visões e Ilusões Políticas – 2ª ed. Ampliada e Atualizada

IMPORTA, SIM, O QUE VOCÊ ACREDITA SOBRE POLÍTICA!
As ideologias políticas não são uma mera questão de governança. Elas são intrínseca e inescapavelmente religiosas. Elas reúnem inúmeras crenças sobre a natureza da realidade, dos indivíduos e da sociedade, e formam uma visão coletiva do que é o bem comum. O problema é que as ideologias políticas são também visões idólatras.
Neste estudo abrangente e atualizado, o cientista político David Koyzis examina as principais ideologias políticas de nosso tempo, a saber, o liberalismo, o conservadorismo, o nacionalismo, o democratismo e o socialismo. Koyzis faz tanto uma análise filosófica quanto uma crítica honesta a cada ideologia, revelando os problemas de cosmovisão inerentes a cada uma delas, destacando seus pontos fortes e fracos. Além disso, ele oferece modelos alternativos que são fruto do engajamento histórico de cristãos na arena pública ao longo dos tempos.
Escrito sob uma perspectiva bastante ampla e analítica, Visões e ilusões políticas reafirma, em sua segunda edição ampliada e atualizada, o compromisso de ser um guia útil e sensível, sobretudo para aqueles que atuam na esfera pública, analistas culturais, eruditos, cientistas políticos, enfim, todos os que se interessam pelo pensamento político.
Estado e Soberania

Uma das marcas mais visíveis do cristão evangélico é o compromisso inegociável de se manter fiel às Escrituras e de transmitir a cosmovisão cristã ao nosso mundo contemporâneo de uma maneira que faça sentido às pessoas. Na busca por manter esse compromisso no contexto da política e da teoria geral do Estado, o filósofo holandês Herman Dooyeweerd é sem dúvida uma das fontes mais inspiradoras.
Em Estado e soberania, o leitor encontrará dois ensaios desse importante filósofo cristão:
1. “A ideia cristã do Estado”, discurso proferido no dia 3 de outubro de 1936 para a juventude antirrevolucionária, e
2. “A disputa sobre o conceito de soberania”, discurso proferido em 20 de outubro de 1950, por ocasião do 70.o aniversário da Universidade Livre de Amsterdã, da qual Dooyeweerd naquela época foi reitor.
O livro conta também com uma excelente introdução dos professores dr. Leonardo Ramos e dr. Lucas G. Freire ao pensamento político de Dooyeweerd, além de um glossário traduzido e expandido por Guilherme V. R. de Carvalho, de termos técnicos e de neologismos do filósofo.
Fé Cristã e Ação Política : A relevância pública da espiritualidade cristã

O que os pensadores do passado e também do presente sugerem e quais as possibilidades de atuação da igreja local para o bem público da sociedade?
Dizer que “Igreja” e “Estado” são espaços independentes e regidos por leis próprias não é o mesmo que dizer que a religião se limita aos templos, ao domingo e aos cristãos, nem que a esfera política é restrita aos partidos, à Câmara Municipal ou à Assembleia Legislativa.
Para Pedro Dulci, as instituições sociais são “incubadoras de virtudes”: elas nos mostram o poder político da família, da escola, da empresa e, acima de tudo, da igreja. E, mais do que ocupar determinado espaço, a presença pública cristã diz respeito às nossas ações, diante de Deus, em tudo o que fazemos para o bem comum e o florescimento do ser humano.
Qual a relação entre Igreja e Estado?

Deus chama os homens a honrarem as autoridades e governos (Rm 13:1-7), mas sabemos que essa não é uma tarefa simples. Será que esse principio implica que os cristãos devem obedecer ao estado indiscriminadamente, sem levar em conta quem governa ou quais os valores do governo? Será que a igreja tem o papel de dizer como o estado deve ser governado? E o estado, por sua vez, pode determinar como a igreja deve ser administrada?
As respostas para essas perguntas não são simples. Neste volume, o Dr. Sproul examina a natureza e a missão do governo e orienta os cristãos sobre como lidar com o estado e as autoridades, a desobediência civil e o abuso de autoridade.
Contra Idolatria do Estado

O livro de Franklin Ferreira é exemplo de como a teologia pode dialogar com o pensamento público sem ter vergonha de dizer quem é, coisa rara hoje em dia.
Luiz Felipe Pondé
Um estudo embasado em fatos históricos e nas verdades bíblicas. Um livro que nos convida à reflexão ideológica e à tomada de posições políticas coerentes com princípios e valores cristãos.
Rachel Sheherazade
Contra a idolatria do Estado oferece ao leitor uma oportunidade singular de se posicionar de maneira ativa e consciente no atual cenário político nacional e internacional. Por meio da mensagem evangélica, a “religião do Estado” é confrontada e a ação política cristã é legitimada, ao mesmo tempo que qualquer autoridade humana é submetida à autoridade soberana de Deus, o único a quem devemos culto em todas as esferas de nossa vida.
O cristão em uma sociedade não cristã: Como posicionar-se biblicamente diante dos desafios contemporâneos

Uma parcela considerável da Igreja Cristã se formou com a firme convicção de que a única relação que deveria ter com temas intrincados ― como política, diversidade, meio ambiente, aborto e tensão social, entre outros ―, limitava-se à oração. O raso envolvimento nas questões contemporâneas em nome do aprofundamento bíblico criou um abismo que John Stott tenta ajudar a superar com este livro. O cristão em uma sociedade não cristã é mais do que uma análise sobre a sociedade moderna e suas mazelas – é uma convocação ao pensamento crítico e ao engajamento a partir das verdades eternas contidas nas Escrituras Sagradas. Com a visão aguçada e abrangente que fez dele um dos maiores expoentes do cristianismo no século 20, Stott investiga as dinâmicas da sociedade, desde as discussões sobre gênero e eutanásia até os movimentos étnicos e religiosos que estimulam o terrorismo, passando pelos grandes riscos globais, como epidemias e agressões ao ambiente. O autor mostra como uma abordagem ampla e engajada do mundo que nos cerca é tão urgente quanto a intercessão e a proclamação do Reino. Lançada nos anos 1980, revisada e atualizada por Roy McCloughry e endossada pelo próprio Stott, esta obra – que conta ainda com um guia de estudo – continua sendo referência para todo cristão que compreende a relevância de seu papel em um cenário cultural cada vez mais complexo, onde a sede por compaixão, ética e justiça continua tão grande quanto no passado.
Indicação bônus – 1984

Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário.
Winston, herói de 1984 , último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.
Quando foi publicada em 1949, essa assustadora distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes – um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais – atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos.

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