Por Manoel Coelho Jr.
Oh, verdadeira feminilidade, em que consistes?
Não em sensualidade e ostentação, mas sim em pureza e modéstia.
Oh, o que atrai o olhar dos homens piedosos para uma mulher?
Não é afetação das modas vulgares,
Mas a espontaneidade de um coração puro, cheio do Senhor,
Que se expressa em atos simples de santidade e amor.
O pecado enfeiou as mulheres, tornando-as objetos de olhares lascivos.
Mas a graça as embeleza pela pureza, santidade e submissão,
Tornando-as alvo de olhares piedosos que admiram a manifestação
De um caráter realmente Cristão, o que glorifica ao Salvador.
Oh, beleza feminina verdadeira que esteja novamente entre nós!
Que esteja em nossas mães, irmãs e esposas!
Que o Senhor faça isso.
E já o temos visto em nossas queridas e piedosas Irmãs Reformadas.
Amém!
No geral podemos dizer que a proposta do Feminismo sempre foi a de produzir a igualdade entre os sexos e consequentemente a “libertação” da mulher do domínio do homem. Isso parece um discurso muito nobre e certo ao observarmos inicialmente, mas o argumento em si já é falacioso, pois faz as pessoas entenderem que a liderança masculina é intrinseca mente má. Porém, o fato mais importante é que tal discurso imediatamente se volta contra a Palavra de Deus na Bíblia, que claramente ensina a autoridade do homem sobre a mulher. Se Deus ensina isso devemos crer que o Criador do Universo, sendo infinitamente Sábio, deve estar com a razão e não as feministas. Por aqui já notamos que o Feminismo nada mais é que o velho argumento da serpente em Gênesis 3, que tenta induzir os homens a crerem que seu caminho é melhor que o de Deus. No entanto, a consequência do Feminismo para sociedade tem sido tão catastrófica que mais uma vez a Bíblia se demonstra como a infalível Palavra de Deus em todas as questões. Assim, é pela Bíblia que desejo examinar o assunto mostrando o mal que o Feminismo tem causado mesmo que nos digam que ele foi um grande bem social.
I. O Feminismo atacou a família e a própria mulher.
“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação” (1 Timóteo 2:11-15).
Segundo Paulo, a mulher não deve ter a autoridade, que é do homem. Em seguida, ele explica o que acontece quando a mulher assume tal autoridade com o exemplo da Queda. Em Gênesis 3 vemos a serpente procurar primeiro a Eva e não Adão. Com isso a autoridade masculina foi desprezada, e Eva, deixando-se levar pela serpente, tomou a decisão de liderar a rebeldia e o homem a seguiu. Qual o resultado? Resposta: Pecado e morte. Com isso podemos afirmar que sempre que a mulher se rebela contra a autoridade masculina terríveis problemas acontecem. Eva prejudicou a sua família ao assumir a liderança, como também prejudicou a si mesma. Ora, isso é o que o Feminismo apregoa, ou seja, que as mulheres se rebelem contra a autoridade do homem. Apesar de supostamente lutar por igualdade, na prática o Feminismo produz a “autoridade” da mulher ou ao menos a autoridade compartilhada entre os sexos. Mas a Bíblia não ensina nem uma coisa nem outra, mas sim a autoridade do homem. Dessa forma o Feminismo sempre acaba por ser um ataque à liderança masculina bíblica. A consequência é que este movimento tem causado a
destruição da família e da própria mulher. Vejamos como isso ocorre nos pontos a seguir.
II. O Feminismo desestruturou a família.
“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido. Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 5:22-33;6:1-4).
Imagine que um avião só pode voar perfeitamente se cada uma das partes que formam sua estrutura estiver cumprindo seu papel. Pela Bíblia vemos que a estrutura da família é assim disposta: O homem lidera com amor, a mulher se lhe submete, e os filhos lhes obedecem, sendo ensinados no caminho do Senhor por seus pais. Ora, o Feminismo atacou a estrutura da família porque tirou a mulher de seu papel de obediente auxiliadora e a colocou como rebelde contra a autoridade do marido no lar.
Com isso geram-se as seguintes consequências:
O homem não é mais líder. O que ele é, então? Ora, um líder deve dirigir em amor e no mesmo amor deve proteger a família. Mas o homem foi destituído de sua liderança, tornando-se agora mera “peça decorativa” que já não pode exercer o amor pela família decidindo de fato, e pouco pode fazer no mesmo amor para dar ordem quando as coisas começam a se desorientar. O homem torna-se um “bobão” que apenas olha as coisas acontecerem e nada faz, pois já ninguém lhe ouve. Ora, tirem um homem de sua liderança no lar e você o verá perdido e sem adequação alguma, pois não há como se adequar visto que lhe foi retirada a posição que lhe era própria.
2. Os filhos não têm mais um exemplo de humilde submissão, mas apenas de rebeldia. Sim, eles veem a mãe rebelada enfrentando o seu pai. Contudo seus pais lhes exigem submissão. Mas onde eles podem ver tal exemplo no lar se o Feminismo acabou com a liderança masculina? Podemos crer que na sabedoria Divina o exemplo da mulher foi posto diante dos filhos para que estes aprendam o princípio da autoridade e obediência. Mas já não existe tal exemplo. O Feminismo o descartou como inútil e ensinou aos filhos que a rebeldia é que é o certo. Não é de se admirar que os filhos estejam prontos a também se rebelarem contra a autoridade dos pais. Além disso, os meninos veem um homem em casa que já não lidera, e crescem sem um exemplo de seu papel masculino no lar, tornando-se a repetição patética da fraqueza de seu pai. O que esperar de uma geração de homens deste tipo? São estes que hoje veem uma moça ser agredida e nada fazem, pois não foram acostumados a serem os líderes protetores de suas mulheres e crianças.
III. O Feminismo tirou da mulher o seu papel prioritário no lar.
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gênesis 2:18).
“Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido” (Romanos 7:2).
“A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Coríntios 7:39)
“E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe” (1 Coríntios 7:13).
“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” (Isaías 49:15).
“Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas? O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra! Levanta o pobre do pó e do monturo levanta o necessitado, Para o fazer assentar com os príncipes, mesmo com os príncipes do seu povo. Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao Senhor” (Salmos 113:5-9).
“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação” (1 Timóteo 2:11-15).
“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos” (Provérbios 12:4).
“Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14:1).
O Feminismo levou as mulheres a considerarem suas carreiras profissionais como uma coisa mais importante do que sua função dada por Deus na Bíblia, que é a de ser esposa e mãe. Qual o resultado?
1. Os homens ficaram sem suas auxiliadoras. Antes a preocupação diária do homem era o trabalho. Ele sabia que sua mulher estava cuidando da casa e dos filhos, ficando tranquilo neste aspecto. Agora ele sai e a mulher também sai, ficando agora sem alguém de absoluta confiança em casa para auxiliá-lo.
2. As crianças perderam a presença constante e protetora da mãe. As crianças são deixadas com outras pessoas ou em outros lugares, e a educação já não pertence mais a seus pais, sendo delegada àqueles que não deveriam receber tal autoridade no lar. O resultado é perda da liberdade na orientação dos pequeninos, e consequentemente o prejuízo terrível para os mesmos, que recebem “princípios” que talvez os pais não o quisessem, de forma a que no futuro poderão dar muita “dor de cabeça” a família e sociedade.
3. Levado ao extremo, o descompromisso com a família produzido pelo Feminismo resulta na defesa do aborto. Mães que antes eram ensinadas a defender seus filhos agora são induzidas a um suposto “direito de matar”. Aquelas que deveriam defender os filhos se voltam contra eles para matá-los ainda no ventre. Está aí o resultado trágico do descompromisso do Feminismo com a família. As feministas apregoam: “Liberdade, liberdade” e, então, “Liberdade para matar”.
IV. O Feminismo deixou a mulher desprotegida.
“Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus coerdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações” (1 Pedro 3:7).
Tirar o protetor de alguém jamais é fazer-lhe o bem. Já demostrei que o Feminismo tornou os homens fracos, sem liderança. Isso foi bom para as mulheres? Evidentemente que não! A mulher segundo Pedro é a parte mais frágil. Alguém negaria isso? Ponha um homem ao lado de uma mulher e veja quem é mais forte, e não só fisicamente, pois sabemos da delicadeza das mulheres em termos emocionais. O fato é que a mulher precisa de proteção.
O Feminismo apregoou que elas precisam ser protegidas de seus maridos. Mas isso em geral é mentira. A verdade, ao contrário, é que elas precisam da proteção de seus maridos. Mas se você difama os maridos e lhes tira a autoridade quem irá protegê-las? Como estarão resguardadas se delas é tirada a força dos homens, sendo elas a parte mais frágil? Ora, criminalizar a liderança masculina foi a maior ataque contra as próprias mulheres, pois as fez entender que aquele que as protegia são os seus carrascos, deixando-as sem proteção contra os verdadeiros carrascos, isto é, bandidos, assassinos, e estupradores. Vemos que os homens foram afetados por tudo isso, e já nem mesmo defendem as mulheres de ataques verdadeiramente criminosos. Os homens se tornaram fracos e as mulheres, que de fato são a parte mais fraca, ficaram expostas.
V. O Feminismo piorou ainda mais a já difícil relação entre homens e mulheres.
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gênesis 2:18).
“Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido” (Romanos 7:2).
“A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Coríntios 7:39).
“E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe” (1 Coríntios 7:13).
Desde a Queda a relação homem e mulher é difícil por causa do pecado de egoísmo e orgulho. O Feminismo, que em si é orgulho e egoísmo, só fez as coisas piorarem. O resultado foi o aumento de divórcios. Ora, o divórcio é mau e Deus o odeia (Ml 2:14-16). O divórcio é quebra dos compromissos matrimoniais diante de Deus e destrói o lar, pois desfaz a relação que une a família, isto é, marido e esposa. Mas contrariando toda a sabedoria Bíblica o Feminismo acabou por promover um “direito ao divórcio”. Resultado: Um lar que já estava bastante destruído por tudo o que já falamos, se esfacela de vez.
Que todas as pessoas que defendem o Feminismo pensem nestas questões que tratei. Digo-lhes que a experiência que hoje vivemos na sociedade pelo efeito do Feminismo apenas corrobora o que a Bíblia já diz há muito tempo, ou seja, que “… primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação” (1 Timóteo 2:13-15).
Transcrição do sermão pregado na Congregação Batista Reformada em Belém. No Culto Público, da noite de 9 de março de 2014. Via: ProcurandoVerdadeBiblica.blogspot.com.br

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