DOMINGO 13

Pergunta 33: Por que se chama a Cristo o “Unigênito Filho de Deus”, se nós também somos filhos de Deus?

Resposta: Porque Cristo é Filho Eterno e natural de Deus; mas nós fomos adotados por graça como filhos de Deus por amor Dele.

PROVAS BÍBLICAS

  1. Jo 1, 14; Hb 1, 1-2; Jo 4, 9; Rm 8, 32;
  2. Rm 8, 16; Jo 1, 12; Gl 4, 6; Ef 1, 5-6

COMENTÁRIO

Jesus Cristo é chamado de único Filho de Deus porque Ele é o Filho Eterno, gerado eternamente do Pai – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade… Deus nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” – João 1.14, 18. Ele é Deus como o Pai. Os crentes são chamados de filhos de Deus num outro sentido – são adotivos, criados no tempo e abençoados com o privilégio dessa herança – “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” – João 1.12; “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” – Romanos 8.15-16. Jesus sempre será Deus Criador junto com o Pai, enquanto que nós sempre seremos criaturas. Todos os homens são filhos de Deus em Adão, porém nem todos são filhos de Deus em Cristo Jesus. Em Adão todos estão sob a ira de Deus e um dia serão chamados à prestação de contas e receberão a condenação eterna por causa de seus pecados. Já os homens que foram reconciliados com Deus e adotados na família de Deus, são os verdadeiros filhos de Deus em Cristo Jesus; esses são amados com o amor eterno, objeto do amor especial de Deus. Esses são destinados à eternidade no novo céu e nova terra. Quando Jesus veio a este mundo era apenas o Unigênito, mas quando retornou à glória eterna, foi como o Primogênito – “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o Primogênito entre muitos irmãos” – Romanos 8.29. Assim no que diz respeito à sua divindade, ele é o Unigênito do Pai, e em relação à sua humanidade ele é o Primogênito. Na sua posição gloriosa de Unigênito do Pai, sempre será único e será sempre o nosso Deus.[1]


APLICAÇÃO

  1. Tenho compreendido minha relação com Deus como um presente da graça ou, em alguns momentos, ajo como se precisasse merecer o direito de ser recebida por Ele?
  2. Quando penso em Deus como Pai, minha primeira imagem é a de alguém que me tolera apesar das minhas falhas ou a de um Pai santo que, por meio de Cristo, me recebe pela graça?
  3. Tenho vivido com a segurança de quem foi recebido na família de Deus ou continuo tentando conquistar um lugar que Ele já me concedeu em Cristo?
  4. Em qual área da minha vida preciso abandonar a tentativa de provar meu valor diante de Deus e aprender a viver com mais confiança em Sua graça?
  5. Minha obediência a Deus nasce principalmente do medo de ser rejeitada ou da gratidão por ter sido recebida em Cristo?

ORAÇÃO

Pai amado,

obrigada porque, por meio de Teu Filho eterno, concedes a pecadores como nós o privilégio de sermos recebidos em Tua família. Perdoa-me quando tento conquistar por meus esforços aquilo que só posso receber pela graça. Ensina-me a viver como filha, com humildade diante de Tua santidade, gratidão por Teu amor e confiança na obra perfeita de Cristo. Que minha obediência não seja uma tentativa de comprar Teu favor, mas uma resposta amorosa à graça que me alcançou. Amém.


PARA GUARDAR

Não preciso conquistar um lugar na família de Deus. Em Cristo, fui recebida e agora sou chamada a viver à altura da graça que me alcançou.


[1] NINCAO, Nelson. Catecismo de Heidelberg Comentado. Igreja Reformada de Londrina, 2023. Disponível em: https://www.igrejareformadadelondrina.com.br/catecismo-de-heidelberg-comentado/. Acesso em 18 de out. 2026.

URSINO, Zacarias; OLEVIANO, Gaspar. El Catecismo de Heidelberg. 4ªEd. Barcelona: Fundación Editorial de Literatura Reformada, 1993, p. 24. Tradução Milene S. Ferreira.




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