A HISTÓRIA DE JESUS É MELHOR QUE A NOSSA.

A HISTÓRIA DE JESUS É MELHOR QUE A NOSSA.

“O que você acredita sobre Jesus?”, minha amiga Amina perguntou, com genuína curiosidade nos olhos. Amina anseia por conhecer Deus e tem se dedicado ao Islamismo. Conheci Amina na aula de inglês que dei no verão passado, e nos demos bem imediatamente. Tornamo-nos boas amigas quando tomamos um refrigerante em uma tarde escaldante na Ásia Central, quando ela me fez sua pergunta. Ela fez sua pergunta por um desejo real de saber minha resposta e não como uma armadilha. Raramente, neste contexto, uma abertura para o Evangelho é tão prontamente entregue a você como naquele momento, então fui pega de surpresa. Esta foi uma das primeiras vezes na minha viagem de seis semanas que tive a oportunidade de falar sobre Jesus diretamente. Eu e minha amiga, que já tinha adivinhado que eu era cristã por nossas conversas anteriores, sabíamos das possíveis consequências para nós duas falarmos sobre Jesus em um lugar tão público. Mas minha amiga tímida estava estranhamente ousada naquele dia quando me fez sua pergunta, e ela esperou ansiosamente pela minha resposta.

“Bem, você sabe como o povo de Deus ofereceu sacrifícios a Deus por seus pecados, como você fez no Eid al-Adha?”,1 perguntei, relembrando a conversa que estávamos tendo minutos antes, quando discutimos seu recente feriado islâmico e o significado dos sacrifícios no Antigo Testamento. Ela expressou seu assentimento impacientemente, olhando para mim para continuar.

“Deus enviou o sacrifício maior que prometeu, e dessa vez, foi uma pessoa. Era a Palavra de Deus, descendo à terra como uma Pessoa. Seu nome era Jesus, e ele respondeu a todas as promessas que Deus fez no Antigo Testamento. O Espírito desceu sobre uma jovem que não era importante, mas Deus a escolheu. Ela deu à luz Jesus em um lugar onde os animais ficavam porque não havia espaço para ficar em um lugar com camas”.

A confusão cruzou o rosto de Amina. “Não, não. Acreditamos que Jesus nasceu de uma virgem chamada Maryam também, mas ele não era sem importância. Ele nasceu em uma família de reis e sacerdotes. Ele era rico e tinha uma educação muito boa em coisas religiosas. Jesus era muito importante”.

“Você está certo. Jesus veio de uma longa linhagem de sacerdotes e reis, mas as pessoas não achavam que Jesus era importante. Na verdade, muitas pessoas odiavam Jesus, assim como odeiam hoje”.

Em toda conversa com um muçulmano, há um momento em que as crenças divergem abruptamente. Amina e eu já havíamos passado cerca de uma hora encontrando pontos em comum, mas agora chegava o momento em que discordávamos abertamente. E eu tinha uma escolha. Enquanto ela começava, com paixão, a compartilhar suas tradições sobre Jesus, eu a ouvia e orava. Amina é muito inteligente e fala inglês quase fluentemente. Ela era estudante de medicina em uma universidade americana em seu país natal até que foi forçada a fugir devido a ameaças à sua família. Eu sabia que poderia explicar a ela o que nós, cristãos, acreditamos, mas o Espírito me conduzia em uma direção diferente. Muitos dos cristãos que conheci durante a viagem enfatizavam o impacto da Palavra de Deus em suas vidas. Quase todas as histórias começavam com algo como: “alguém me enviou um versículo da Bíblia por mensagem” ou “um amigo me mostrou sua Bíblia”. Refletindo sobre essa realidade durante a viagem, percebi que a palavra de Deus é o ponto de partida de todas as nossas histórias. A Bíblia é a maneira pela qual Deus nos comunica a grande história da salvação. Eu poderia explicar quem é Jesus com minhas próprias palavras, ou poderia deixar que ele falasse por si mesmo.

Após Amina compartilhar suas histórias sobre Jesus, perguntei se eu poderia contar uma história sobre ele. Ela concordou prontamente, e o Espírito me trouxe à mente as histórias da mulher com fluxo de sangue e da menina que Jesus ressuscitou dos mortos. Essas histórias são impactantes para mulheres muçulmanas, pois mostram Jesus, um homem religioso muito respeitável, interagindo com duas mulheres consideradas impuras. Quando comecei a contar as histórias, Amina ficou imediatamente encantada, muito mais envolvida do que quando eu tentava explicar os temas abrangentes da Bíblia. Era como se Amina estivesse na multidão ao lado da mulher que sofria, seguindo Jesus. Ela ficou surpresa ao ouvir que a mulher estendeu a mão e tocou Jesus. Quando Jesus se virou para perguntar quem o havia tocado, notei um vislumbre de medo nos olhos de Amina. A mulher seria punida? Mas a esperança que só o Evangelho proporciona encheu o coração de Amina ao ouvir as palavras de Jesus: “Filha, a sua fé te curou.” Poderia ser verdade? Então, quando o servo chegou até Jesus, ofegante, dizendo para ele não se incomodar, pois a menina estava morta, Amina exclamou em choque e balançou a cabeça, desapontada. Ela ficou realmente triste com a morte da menina, pois os muçulmanos sabem que, embora os profetas sejam poderosos, eles não são deuses. Não podem ressuscitar alguém dos mortos.

Mas Jesus não é apenas um profeta. Quando ele ressuscitou a menina, falou diretamente ao coração de Amina. Jesus disse a Amina que ele a tocaria em seu estado de impureza, a purificaria e traria vida ao seu corpo morto. Mais tarde, Amina e eu discutimos o que significa ser cristão, mas eu aposto que a história de Jesus será aquela que ambas lembraremos pelo resto de nossas vidas.

Frequentemente, subestimamos o caráter radical da palavra de Deus e como ela realmente é viva. Embora as histórias de Amina sobre o islamismo fossem interessantes, as histórias da vida de Jesus na Bíblia falaram diretamente aos nossos corações. Passar seis semanas na Ásia Central me fez experimentar as histórias da vida de Jesus de uma forma nova. Ele é o próprio Deus, mas se humilhou ao viver uma vida simples na terra, onde foi rejeitado. Ele tocou os impuros e falou com mulheres. Ele morreu uma morte vergonhosa por nós e nos concede nova vida por meio de sua ressurreição. Sua história é a melhor que podemos contar, e há tantas jovens como Amina que precisam ouvir essa história.


Nota de rodapé.

1Eid al-Adha, também conhecida como Festa do Sacrifício, é uma celebração muçulmana realizada em todo o mundo para recordar a disposição do profeta Ibrahim (Abraão) em sacrificar seu filho Ismael, conforme a vontade de Deus. (Nota do Tradutor. Fonte: Wikipedia).


Por: Diane Brown ©️ The Center for Great Commission Studies. Traduzido com permissão. Fonte: Jesus’ Story is Better than Ours. Todos os direitos reservados. Tradução, revisão e edição: Samuel S. Gomes. Novembro de 2024.


Autora: Diane Brown é uma estudante do College at Southeastern cujo coração deseja alcançar mulheres muçulmanas com a luz e a esperança do Evangelho.


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