A rebelião do reino das trevas contra o Senhor e seu Ungido busca atacar todos os aspectos da verdade, incluindo a ordem estabelecida por Deus na sociedade e na Igreja. Um desses aspectos é a clara distinção entre os gêneros masculino e feminino, com papéis específicos designados para cada um na esfera social e eclesiástica. Assim como o movimento transgênero tem procurado obliterar as diferenças entre os próprios gêneros, o feminismo tem buscado eliminar a distinção entre os papéis designados a cada um. Em certa medida, o feminismo pavimentou o caminho para o transgenerismo. Um exemplo sutil disso é a adoção, por parte de mulheres, de roupas tradicionalmente masculinas, como calças, e de cortes de cabelo curtos, práticas que podem ser associadas ao “travestismo” condenado na Bíblia: “A mulher não usará roupa de homem, nem o homem vestirá roupa de mulher; porque todos os que assim fazem são abominação ao Senhor teu Deus” (Deuteronômio 22.5). Curiosamente, alguns grupos feministas têm agora protestado contra a confusão de gêneros promovida pelo movimento transgênero, defendendo a manutenção de uma distinção biológica entre homem e mulher.
O feminismo, em especial, confronta os ensinamentos bíblicos que estabelecem a liderança do homem em certos aspectos da vida, como a relação entre marido e esposa. A Escritura afirma: “Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor. Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele o salvador do corpo” (Efésios 5.22-23). Essa passagem evidencia papéis distintos para o marido e a esposa no contexto do casamento.
Ademais, as Escrituras instruem que mulheres mais velhas devem orientar as mais jovens, encorajando-as a serem “…sóbrias, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem discretas, castas, boas donas de casa, obedientes a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada” (Tito 2.4-5). Entretanto, o feminismo tem tido sucesso em sua tentativa de rejeitar a liderança do marido e o papel da mãe como cuidadora do lar. Esses princípios, hoje, são amplamente vistos como ultrapassados ou até mesmo indesejáveis. A tendência crescente de mães negligenciarem seu papel como donas de casa em prol de carreiras profissionais tem se tornado cada vez mais comum – infelizmente, não apenas entre os irreligiosos, mas também dentro da Igreja. A maternidade, no entanto, é um chamado honroso e de extrema importância para qualquer mulher. A ausência do cuidado constante, amoroso e devotado de uma mãe no dia a dia tem, inevitavelmente, um impacto prejudicial sobre as crianças, tanto no aspecto natural quanto espiritual.
O feminismo também se rebela contra a ordem estabelecida por Deus, que designa papéis distintos para homens e mulheres na Igreja. As Escrituras são inequívocas nesse ensinamento: “Que as mulheres fiquem caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas elas estão ordenadas a estarem sob obediência, como também diz a lei. E, se quiserem aprender alguma coisa, perguntem a seus maridos em casa, porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (1Coríntios 14.34-35). Além disso, Paulo escreve: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. Mas não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade sobre o homem; esteja, porém, em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1Timóteo 2.11-14).
Ao exigir que as mulheres sejam autorizadas a ocupar cargos de liderança na Igreja e até mesmo a pregar o evangelho, o feminismo desafia abertamente a autoridade divina. Exemplos dessa rebeldia podem ser vistos em denominações como a Igreja da Escócia, onde atualmente há 194 ministras (representando mais de um quarto do ministério total), e a Igreja Anglicana, que conta com 6.667 mulheres ministras (aproximadamente um terço do ministério total). Qualquer tentativa de mulheres assumirem papéis de liderança nos assuntos da Igreja ou de ensinarem a congregação em questões teológicas controversas constitui uma desobediência clara à injunção divina de que “mantenham silêncio”. Essa prática representa uma rejeição direta da ordem de Deus para a Igreja e desconsidera o modelo bíblico de submissão e obediência.
É notável que, quando Arão e Miriã se levantaram contra Moisés, Deus repreendeu ambos por sua rebelião, dizendo: “Por que, pois, não temestes falar contra o meu servo Moisés?” (Números 12.8). No caso de Miriã, porém, Deus não apenas a repreendeu, mas também a feriu com lepra: “E a nuvem se retirou de sobre o tabernáculo; e eis que Miriã ficou leprosa, branca como a neve; e Arão olhou para Miriã, e eis que ela estava leprosa” (Números 12.10). Uma explicação para o castigo adicional pode ser que seu pecado tenha sido agravado por sua condição de mulher, de forma que esta foi a primeira manifestação evidente de feminismo registrada nas Escrituras. Deus, assim, demonstrou de maneira marcante o seu profundo descontentamento com essa atitude.
Ninguém reprova mais o espírito ousado e rebelde do feminismo na Igreja do que aquelas mulheres piedosas que, tradicionalmente, têm sido a espinha dorsal de tantas de nossas congregações. Essas mulheres são lindamente adornadas com “o ornamento de um espírito manso e quieto, que é de grande valor aos olhos de Deus” (1Pedro 3:4).
Por: Religion and Morals Committee Report ©️ Free Presbyterian Church of Scotland. Traduzido com permissão. Fonte: Feminism. Todos os direitos reservados. Tradução, revisão e edição: Samuel S. Gomes. Janeiro de 2025.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).

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