
Os credos e as confissões de fé cumprem um papel fundamental para o desenvolvimento do cristianismo e de aprendizagem na vida dos cristãos. É preciso que a Bíblia, a Palavra de Deus, seja não apenas lida, mas devidamente interpretada e compreendida. Em toda a história do cristianismo, desde os primórdios, houve controvérsias sobre as doutrinas cristãs defendida pelas igrejas dos primeiros séculos.
Muitos escritos foram produzidos através dos tempos a fim de simplificar a compreensão do pensamento cristão para o crescimento espiritual dos cristãos, objetivando protegê-la das heresias que a permeia até os dias atuais e para atender a necessidade regional de uma denominação.
Os credos são “interpretações precisas e autorizadas das Escrituras” [1]. O termo vem do latim credo, que significa “creio, deposito confiança”.
Os pais antenicenos chamavam esse tipo de documento de “Regra de Fé”; em grego, kanw,n th/j pi,stewj (kan¯on t¯es piste¯os) ou th/j avlhqei,aj (t¯es al¯etheias), literalmente, “da verdade”, e, ainda, nas suas formas latinas: regula fidei e regula ueritatis……
Segundo Kenneth Scott Latourette, “um de seus usos significava ordem ou uma senha em um acampamento militar. Aplicado a um credo, era um sinal ou teste de filiação na Igreja. A aceitação de um credo ou símbolo era exigida dos que estavam sendo batizados”[2] . Os pais da Igreja costumavam utilizar essa expressão para se referirem aos documentos que continham a declaração de fé.
Para Philip Schaff, a origem dos credos é o próprio testemunho do cristão, já que o significado de Credo, ergo confiteor era “Creio, portanto confesso” [3]. Dessa forma, Schaff acredita que a declaração do apóstolo Pedro, “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16), seja a primeira declaração de fé do cristianismo registrada.
“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10:9,10)
O termo “confissão” era usado originalmente para descrever o testemunho dos mártires, começando pelo nosso próprio Senhor Jesus Cristo: “… e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunhos de boa confissão” (1 Tm 6.13).
Esequias Soares, diz que
Os evangélicos devem reconhecer o valor dos símbolos ou confissões de fé desde que os referidos documentos sejam submetidos às Escrituras e estejam em conformidade com elas. Nessas condições, os símbolos ocupam extraordinária importância na vida da Igreja como sumário doutrinário da Bíblia e ajuda para sua compreensão, além de servir como proteção contra as falsas doutrinas. [4]
Assim, um dos objetivos do credo é distinguir Igreja e mundo, judeus e pagãos, ortodoxia e heresia e, finalmente, denominação e denominação. [5]
Para auxiliá-lo na leitura e aprendizagem desses documentos, disponibilizamos as principais confissões de fé e credos para estudo e aplicação. Que seja um instrumento de conhecimento educacional bíblico não somente para você, mas para a sua igreja local.
Aproveite!



Exposições doutrinárias que foram adotadas pelo grande Sínodo Reformado de Dort.

Há um único Deus, vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo, sem partes nem paixões, de infinito poder, sabedoria e bondade.

Faz parte das Três Formas de Unidade, que ainda estão subordinadas às normas oficiais da Igreja Reformada Holandesa.

Uma Confissão de Fé produzida pelos teólogos de Westminster com o propósito de promover uniformidade na adoração e nas doutrinas da igreja.

É um documento central na reforma de Lutero, que foi uma reação à Igreja Católica. Foi apresentado na Dieta de Augsburgo de 1530.

É uma confissão de fé batista, de orientação Calvinista. Foi escrita por Batistas que se reuniram para dar uma expressão formal de sua fé cristã a partir de uma perspectiva Batista e calvinista.

Elaborada em 1562 por Heinrich Bullinger, publicada em 1566 por Frederico III da Palatina, adotada pelas Igrejas Reformadas da Suíça, França, Escócia, Hungria, Polônia e outras.

Documentos que têm por objetivo sintetizar as doutrinas essenciais do cristianismo para facilitar as confissões públicas e defender das heresias o pensamento cristão.
Referências Bibliográficas
[1] MCGRATH, 2005, p. 109
[2] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma História do Cristianismo, 2 vols. São Paulo:
Hagnos, 2006. vol. 1, 2006, p. 179.
[3] SCHAFF, Philip. The Creeds of Christendom, 3 vols. Grand Rapids, MI, USA: Baker Book House Co., 1993. vol. 1, 1993, p. 4).
[4] SOARTES, Esequias. Breve Guia Histórico dos Credos e Confissões de Fé do Cristianismo. Ed. Bereia, 2013. P.150
[5] (vol. 1, 1993, pp. 8, 9)